Demorou um pouco, mas o Google lançou no Brasil, nesta terça-feira, seu novo serviço de streaming de músicas, YouTube Music e o plano YouTube Premium. A nova plataforma musical oferece o mesmo acervo do Google Play Música, mas com o acréscimo de um acervo de vídeos, com clipes, shows, remixes e versões cover. Já o plano dá acesso ao serviço musical e também a conteúdos exclusivos em vídeo, além de remover os anúncios na plataforma.

As assinaturas saem, respectivamente, por 16,90 e 20,90 reais mensais nos planos individuais. Os planos família saem por 25,50 e 31,90 reais mensais e dão acesso aos serviços a até seis membros da família na mesma casa. Os serviços começam a ser disponibilizados às 13h desta terça.

Como funciona o YouTube Music?

Fora a conexão com a rede de vídeos do YouTube, o novo serviço de streaming traz quase todos os mesmos recursos de seu antecessor, o Google Play Música. Quem já usa o antigo serviço de música do Google inclusive poderá acessar o novo sem restrições.

Ele é dividido em três abas, com recomendações personalizadas na primeira, clipes em alta na segunda e biblioteca de faixas e artistas salvos (e baixados) na terceira. O aplicativo também oferece uma opção de fazer o download automático de uma lista de reprodução (uma mixtape) com até 100 músicas, atualizadas diariamente de acordo com o histórico e o gosto musical dos usuários.

É possível usar o YouTube Music de graça, mas com restrições. Não dá, por exemplo, para fazer o download de faixas sem pagar mensalidade. Além disso, o serviço na versão gratuita tem anúncios e não permite ouvir em segundo plano e nem com a tela desligada. Ele passa, em resumo, a funcionar como uma interface diferente para o YouTube. Para usá-lo, basta baixar o app para Android ou iOS.

E o YouTube Premium?

A versão paga da rede de vídeos do Google também estreia hoje no Brasil, tomando o lugar do YouTube Red – que nem chegou a ser lançado por aqui.

Por um preço um pouco mais alto, a assinatura garante acesso a todos os recursos do YouTube Music pago mencionados acima e também garante acesso a conteúdos exclusivos do YouTube, como a elogiada série “Cobra Kai”, do universo “Karatê Kid”. Além disso, a mensalidade remove anúncios nos vídeos e permite fazer o download de todos os clipes. Vale dizer que não há um app novo nesse caso: basta assinar e usar o do YouTube normalmente.

A estratégia do Google

A ideia do Google com os novos serviços é usar a vasta biblioteca do YouTube como diferencial ante concorrentes como Spotify, Deezer, Tidal e Apple Music aqui no Brasil.

A plataforma, segundo a empresa, tem mais de 1 bilhão de fãs de músicas, e o Brasil está entre os cinco mercados que mais consomem conteúdo do tipo no mundo – o que deve ajudar na adoção ao menos do app de streaming musical.

Mas mais do que oferecer variedade aos usuários, a expectativa da marca é de que essa conexão com a plataforma ajude bandas e artistas independentes locais a promoverem seus trabalhos.

Há uma nítida preferência dos brasileiros por músicas feitas por aqui: das 100 faixas mais reproduzidas no YouTube neste ano até agora, 96 são nacionais, como ressaltou Sandra Jimenez, head da empresa para música para a América Latina. “A plataforma dá voz para o material local”, acredita ela. “E as pessoas estão engajadas com conteúdo do próprio país.”

O novo YouTube Music, entretanto, não dá suporte a alguns recursos do Google Play Música, como o upload de músicas e o já mencionado plano Família. É por isso mesmo que o velho app seguirá na ativa, assim como suas assinaturas existentes – que darão acesso ainda ao novo serviço.