A Tesla chegou a um acordo dia 25 deste mês com um grupo de donos de sedans Model S e SUVs Model X que havia processado a fabricante coletivamente. A empresa concordou em reembolsar parcialmente o valor pago por essas pessoas pelo hardware melhorado para o Autopilot 2.0. A promessa era entregar um sistema capaz de transformar esses veículos em carros mais autônomos em pouco tempo, mas a empresa não conseguiu cumprir os prazos que havia informado aos compradores.

O grupo de proprietários dos carros em questão então fez uma ação judicial coletiva para reaver o dinheiro que eles gastaram inicialmente, considerando que a Tesla não entregou o prometido, tampouco tem prazo para fazer isso de fato acontecer.

Esse acordo ainda precisa ser reconhecido pela juíza responsável pelo caso em um tribunal federal no estado norte-americano da Califórnia. Caso a resposta dela seja positiva, os proprietários serão reembolsados em valores que vão de US$ 20 a US$ 280, parte do valor pago pelo hardware extra. Isso, contudo, apenas para usuários que compraram seus carros da marca entre outubro de 2016 e setembro de 2017.

Apesar de o acordo valer legalmente apenas para os consumidores que compraram carros nos EUA, a Tesla já se pronunciou sobre o assunto dizendo que fará o mesmo para todos os consumidores da marca globalmente. “Não há uma obrigação legal para isso, mas é a coisa certa se fazer”, disse o porta-voz da empresa no comunicado.

Autopilot é seguro?

Um órgão norte-americano que fez uma investigação sobre um acidente fatal com um Tesla chegou a dizer no ano passado que o Autopilot era capaz de reduzir o risco de acidentes no trânsito em até 40%. A Tesla inclusive usa essa estatística como uma espécie de propaganda para o Autopilot.

Contudo, desde que a companhia apresentou o Autopilot 2.0, pelo menos três motoristas morreram ao volante com o recurso ligado. A empresa conseguiu se safar de qualquer culpa nesses casos até o momento, mas esses e outros acidentes mostram que o sistema não é de fato tão seguro quanto muitos usuários acreditavam.

O próprio Elon Musk admitiu que o Autopilot não é perfeito, dizendo que ele “certamente precisa ser melhor e que vai trabalhar para melhorá-lo a cada dia”.