Desenvolvedor brasileiro de 13 anos sonha em ser referência no país

Rafael Costa, de 13 anos, já tem a profissão que muitos usuários de celulares gostariam de ter: criar aplicativos para melhorar aparelhos como iPhone 4S e Samsung Galaxy S II. O jovem desenvolvedor, que já tem 13 apps para sistemas iOS e Android, começou a trabalhar com máquinas aos nove anos, quando recebeu um vírus no computador.

Querendo entender como o programa malicioso funcionava, ele resolveu aprender programação e acabou criando um vírus novo para a máquina de sua mãe. Logo depois, aos dez anos, começou a desenvolver programas quando ganhou seu primeiro Mac e, em seguida, quando teve um iPhone, decidiu fazer programas para o iOS.

Foram cinco tentativas até que Rafael conseguisse publicar na AppleStore: “Foi com o Sweet Tweet. As versões anteriores tinham uns bugzinhos e a Apple é chata em relação a isso.” Como somente maiores de 18 anos podem registrar aplicativos na Apple, seu pai o ajudou nesta empreitada. Ele criou uma organização com seu nome e intitulou Rafael Costa como desenvolvedor-chefe. Isto é, o pai entra como financeiro e o jovem como o trabalho do desenvolvimento.

Além de ajudá-lo com isso, seu pai sempre esteve presente em seu crescimento profissional. “Sempre gostei de mexer com coisas eletrônicas. Eu queria colocar carrinhos do videocassete e ele não me impedia, mesmo sabendo que quebraria. Ele me deixava explorar. Quebrei um monte de teclados antes de aprender a escrever e ele não reclamava”, contou.

O prodígio também surpreende com a velocidade com que consegue criar os aplicativos. Enquanto alguns levaram um mês de desenvolvimento, outros foram feitos em menos de uma hora: “Criar uma versão para iPhone de uma base já feita, como foi com o FacePad, levou 15 minutos de uma quinta-feira.”

Mesmo feito em poucos minutos, Rafael alertou que entregar um aplicativo é algo longe de ser fácil e prático. Ele garantiu que, para chegar neste estágio, foi necessário muito estudo. “Não é fácil, eu estudei muito para isso.”

Sobre o futuro, o jovem sonha alto: “Quero continuar desenvolvendo, não apenas aplicativos, mas dispositivos, jogos, sites e tudo que você possa imaginar. Porém, mais do que ser um simples desenvolvedor, eu quero ser uma referência de inovação e de que o Brasil tem, sim, talentos nessa área.”

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