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Com mais de 5 milhões de downloads em duas semanas no Brasil, o aplicativo Lulu é um sucesso entre muitas mulheres. Aliado a isso, veio a polêmica em torno do app, que permite que elas avaliem os homens no anonimato. Nesta última semana, em resposta ao Lulu, outro aplicativo foi anunciado, com o mesmo objetivo, mas com avaliações feitas por homens.

No Lulu, as mulheres respondem perguntas sobre humor, bons modos, ambição, comprometimento, aparência e, ainda, podem apontar qualidades e defeitos. No fim, o aplicativo dá uma nota para o avaliado.

Grande parte dos comentários, feitos em forma de hashtags, fazem referência ao desempenho sexual dos avaliados. Algumas hashtags chegam a ser ofensivas, como #Arrotaepeida e #MaisBaratoquePãocomOvo e já pré-estabelecidas pelo aplicativo. As usuárias só escolhem o que elas acham mais adequado.

O problema começa quando os comentários afetam os avaliados. De acordo com o presidente da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), no Amazonas, Alberto Simonetti, a Constituição preserva a intimidade das pessoas. “Esse tipo de anonimato impossibilita que se identifique qualquer injúria ou difamação que possa acontecer, isto não pode subexistir”, disse.

A empresa que criou o Lulu não é brasileira, porém, de acordo com Simonetti, todas que contribuem para a ação são responsáveis. “As empresas de telefonia, fabricantes de celulares, e os próprios sistemas, como o Android e o iOS, podem ser responsabilizados por qualquer dano”, disse.

A universitária Laryssa Cohen, 23, afirma que está curiosa para acessar o programa, mas ainda acha estranha a ideia de avaliar os outros. Já a publicitária Rayane Gonzales, 29, acha divertido mas não sabe como seria o contrário. “Não sei se eu gostaria de ter uma nota na rede”, disse.