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Adolescentes estão abandonando o Facebook, principalmente nos Estados Unidos e Europa, mas a tendência parece ecoar por estas plagas.

Se por um lado é o pessoal mais velho que tem dinheiro para gastar e justificar o preço dos anúncios, foram adolescentes que alavancaram a rede, e partir antes da idade adulta meio que põe uma data de validade na mesma.

Se você acompanhou a ascensão e queda do Orkut, deve lembrar que a última começou quando sua tia começou a mandar gifs com glitter desejando um bom final de semana. O Facebook não aceita gifs animados, mas sua tia e sua mãe já estão lá, o que definitivamente não é um bom sinal.

Outro problema, e esse afeta a todos os usuários, é a sede de Mark Zuckerberg de se tornar mais FDP que o Zuckerberg retratado em A Rede Social. O crescimento exponencial de anúncios irritantes de produtos que ninguém quer disfarçados de recomendações de amigos enchendo a timeline, enquanto páginas que você quer acompanhar desaparecem a ponto de você não lembrar que as acompanhava é outro fator determinante no êxodo.

A guerra por popularidade, traduzida em likes, é outro motor da fuga, principalmente se você não é do tipo que vive postando fotos de biquíni e/ou roupa da academia com decotes generosos.

Amigos que você nunca viu e, muitas vezes, não sabe nem por que aceitou, enchem sua timeline com coisas que você não quer saber. E esse é outro ponto que está fazendo também com que muitos adultos usem cada vez menos a rede.

Quem está capitalizando em cima disso são serviços até pouco tempo atrás praticamente desconhecidos do grande público, como o WhatsApp, hoje presente em quase todo smartphone, mostrando que adolescentes na prática preferem interagir e compartilhar conteúdo com quem eles conhecem de verdade, já que você precisa saber o número do telefone para adicionar alguém.

Com uma base de usuários de 350 milhões mundo afora, o WhatsApp já é responsável, junto com outros serviços menos conhecidos, por uma perda de 23 bilhões de dólares no faturamento com SMS das operadoras de celulares.

Em tempo, 90 % dos brasileiros atualmente utilizam algum serviço de mensagem instantânea no smartphone, a imensa maioria na faixa etária de até 25 anos.

O uso do Instagram também cresce a passos largos, mostrando que o Facebook acertou na sua compra (resta saber se a recente monetização iniciada no serviço não irá implodi-lo, caso se revele tão agressiva quanto a realizada no Facebook).

Apesar de tudo isso, o Facebook segue firme e forte, mas os sinais de alerta estão aí. Basta lembrar que há 2 ou 3 anos o Orkut e o MSN dominavam a internet no Brasil. Hoje são apenas nomes em lápides.

por J. Noronlha via Meio Bit